Uma trilogia ou acerto de conta?

Atualizado: 10 de Dez de 2019


Nem uma coisa, nem outra, mas ambas. O trabalho conceitual proposto pela banda Moeda Paralela com o lançamento de 3 EPs interligados, cúmplices e complementares, é múltiplo e complexo. Pense que é igual o movimento de expansão do universo, não ocorre apenas em uma direção.



A Moeda Paralela propõe com o seu trabalho a construção de uma identidade em direção ao futuro e um acerto de contas com o passado para poder seguir em frente sem fantasmas. Canções que estavam nas gavetas dos integrantes da banda, foram reinventada por eles, ganharam novos propósitos e foram assim objetos de uma redenção artística. A banda entende que o futuro só pode ser moldado com respeito ao passado e toda ancestralidade. A arte não surge, ela se reinventa, do rascunho à peça definitiva.


Bem- vindo à intensa existência da Moeda Paralela. Cada EP da trilogia, com suas canções, cores e símbolos, trata também de uma característica da cidade de Angra dos Reis. O primeiro, Rock Caiçara, é a representação da natureza local. O segundo, ¿Progresso?, ilustra, com uma usina nuclear na capa, o conflito entre o progresso e a tradição, o novo e o velho, as novas tecnologias e os costumes. A trilogia é finalizada com o EP Três Cores, com a foto das estátuas dos três reis magos, destacando a esfera política, religiosa e cultural da cidade, sua complexidade, profundidade e ilusões. A crise não é o fim, mas um novo começo. Não lutamos contra as mudanças, elas são inevitáveis.






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